Pela campanha do voluntariado!

Por Carol Frederico

Cansada de tanto romantismo, de sentir ciúme, de sofrer, resolvi me rebelar. Só um pouquinho… E dizer algumas coisas que penso. Tá, vou pagar um preço -bem alto, eu acho-, mas sinto que preciso desse momento, dessa atitude, que vai soar mais ou menos como um grito seco, guardado há muito tempo dentro de mim.

Não está fácil ser mulher atualmente. Mulher e negra, então, a base da pirâmide, nem fale. Só que tem uma hora que foda-se, também, num tá rolando preciso falar. Dou mesmo.

Dou mesmo é meu jeito de dizer “Dei mesmo”. “Dei e não acho que isso faça de mim uma galinha”. “Dei porque é meu”. “Penso, mesmo”. “Retruco, mesmo”. “Tô de saco cheio. Mesmo”.

Não me considero uma pessoa covarde. Mas acho que tamanha força, tamanha falta de medo de estar na linha de frente, me faz mais suscetível a arranhões (socos e pontapés) do que outras pessoas. Sei que isso acontece com muita gente, mas agora estamos falando de mim.

Vamos dizer assim, Don Quixote??? Que tomava altas porradas e nunca desistia do seu objetivo tosco. E também nunca o alcançava… Ou então o Cândido, do Voltaire, que foi colocado pra fora do castelo com um chute na bunda!!! Sinônimo de candura e ingenuidade.

Num sei… Às vezes a gente dá por ingenuidade… Na maioria das vezes a gente dá por ingenuidade. Porque acredita que se você for legal e ainda por cima trepar pra caralho, não vai ter como o cara não querer ficar com você! Tolo engano… Às vezes a gente dá porque acha que o cara é um loser, que não vai pegar nada, e cai numa armadilha. Acontece com muita frequência. Também pode acontecer de a gente querer fazer uma boa ação, sabe… E dar, coitado… Ou então dar pra qualquer um porque já está quase subindo pelas paredes. Normal.

Outra coisa: eu não sei por que diabos eles fazem isso, mas os homens costumam mentir pra comer a gente… E eu não sei por que eles mentem, porque a gente vai dar anyway, não precisava contar nenhuma mentira…

Bom, penso também que o nome desse blog vai causar muita polêmica, já que o termo “dar” pode soar um pouco machista… Concordo. E discordo ao mesmo tempo. Primeiro que eu não dou, eu empresto, mas o meu negócio é mais embaixo, é dentro, é mais profundo… É diferente… Além disso, as pessoas não estão acostumadas a falar tão abertamente sobre sexo… Aliás, as pessoas não estão acostumadas a falar abertamente sobre nada e ficam criando normas para se sentirem um pouquinho mais democráticas. Fale o que você pensa e a sua cabeça será separada do seu corpo… Mas acho que alguém tem de fazer isso, e eu adoro essa posição.

É sobre isso que eu e a minha amiga e fiel escudeira Babete vamos conversar por aqui… Trepadas, fodas, situações foda, tomadas no cu, dadas de cu, dedo no cu também vale… Vamos falar também de foras bizarros, relacionamentos esquisofrênicos, amores eternos, casos antigos, trepadas inesquecíveis e brochadas hilárias! Ah, sem esquecer “Os Precoces”, é claro… Sempre os precoces…

Mas não se assustem. Por trás desses corpinhos (e por dentro e beeeeeeeem acima dessas bucetinhas) existem mentes brilhantes e corações sublimes… E extremamente caridosos! Somos a favor do trabalho voluntário, afinal de contas, “É dando que se recebe!”.

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    Simone Iwasso / 31 jul

    sensacional, mulher! virei leitora já! beijos!

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    Nick / 31 jul

    SENSACIONAL, CAROL!
    Já tá nos favoritos! =D

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    Gabriela Simionato Klein / 01 ago

    Ehhh Carol. Bom texto, boas sacadas, discussões profundas e muitas risadas. Mistura boa. Parabéns!!!!

    Gabi

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