(No More) Sex In The City

Por Carol Frederico

Toda garota tem o seu Mr. Big. Toda garota tem aquela história que não termina nunca, que faz mal, que sempre volta, que nunca se foi… Aquele cara que parece que sente o que você está sentindo, que sabe quando você está com saudades e, principalmente, quando você está quase o esquecendo… Esta é a sua especialidade!

Toda vez que eu assisto a um episódio dessa porra de seriado (que eu adoro!), penso comigo mesma: “Putz, já passei por isso antes!”. Impressionante… Agora posso também pensar se já passei pelas ruas e lugares que eles mostram em cada episódio, que são realmente incríveis, na minha opinião.

O meu Mr. Big faz o tipo sanguinário. Ele gosta, mesmo é da guerra, do conflito, de me deixar confusa, sem saber quem eu sou… Ele gosta ou eu deixo??? As duas coisas! Prender (e todas as palavras derivadas, como prisão, prisioneiros, presa…) é o melhor verbo para definir a nossa relação. Nessa prisão, vivemos os dois, cada um na sua paranóia, um precisando do outro para existir, resistir…

Os períodos de distância são complicados, mas os de proximidade, impossíveis! A intimidade traz ainda mais sentimentos, mas, na maioria das vezes, se transforma armas, que usamos um contra o outro.

Eu juro que o amo. Ele jura que não me ama. “Eu me ofereço inteira, e ele se satisfaz com a metade”. Nem isso… Acho que nem isso… Da última vez ele me disse que eu era uma das 500. Eu não sou uma das 500. Eu sou Carolina. Posso não ser quinhentas, mas sou única, sou eu, sou especial. Daqui um mês, exatamente, dia 27 de dezembro de 2007, vai fazer 7 anos que eu conheci o meu Mr. Big. Vou escrever um post de aniversário.

Hoje assisti a um filme. Dois na verdade… Mas o primeiro deles disse uma coisa que me bateu direto na alma: “As pessoas não sabem amar. Então elas batem, brigam, gritam, agritem, maltratam”. Talvez seja mais fácil do que dizer eu te amo…

Então, enquanto isso, estou fechada para balanço… No more Mr. Big (que, na verdade, é Mr. Little). No more flertes. No more paixonites. No more sexo de péssima qualidade, só por sexo. No more “vou me arrumar para sair… quem sabe não é hoje?” Argh!!! Só de pensar em mim mesma fazendo uma coisa dessas…

É por isso que eu estou em casa num sábado à noite. E é por isso que o título do post é (NO MORE) SEX IN THE CITY… Porque eu já não tenho saco, nem saúde, nem paciência, nem idade, nem estrutura óssea para uma coisa como essas. Sim, se for preciso, ele vai bater na minha porta! E sim, talvez seja o entregador de pizza! Só é uma pena que eu não faça uso do sistema de delivery por aqui.

Dou Mesmo Autor

Comentários

    Felipe Lobo

    (31 de outubro de 2007 - 05:00)

    Sabe o que é pior?
    Homem também tem uma dessa. Digo, a relação é diferente da visão feminina, mas sempre tem aquela mulher uqe vc jura que não mexe com vc, que é só sexo, mas que se vc fica sem, o mundo desaba – embora vc finja que não tá nem aí.

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