Negão – Parte 2 (O outro lado da história)

Por Carol Frederico

Eu sou geminiana, uma pessoa naturalmente curiosa. Além disso, sou jornalista, e a quarta coisa que sei fazer melhor (depois de escrever, dançar e transar) é perguntar. Eu sei fazer as melhores perguntas! E quando tenho tenho alguma pergunta, não consigo descansar até obter a resposta. E a minha pergunta desta vez era: O que tinha acontecido com o melhor sexo da minha vida (até então… tecnicamente…)?

Eu estava morrendo de crise de abstinência e de curiosidade quando resolvi apurar os fatos. Como tinha deletado o número dele do meu celular (por causa das crises de abstinência…), decidi colar no bar onde o negão trabalha – não sei se eu comentei, mas, para piorar, ele é bartender. O fato de ele ser bartender quer dizer que ele pode ganhar uns US$300, $400, $500 por noite e comer umas dez minas por semana, sem dó nem piedade, a sangue frio. Ou seja: o cara tá sempre “overbooked”. É duro ser gostoso… E pra conseguir um horário na agenda dele tem que rebolar, mais gostoso ainda… Ser bartender num bom restaurante em Nova York significa estar em contato com as pessoas mais brilhantes do mundo. De certa forma, ele era bem menos tosco do que eu imaginava…

Quando do lado de fora do bar eu vi aquela escultura toda, ainda não acreditei que aquilo existia. De boa… Ele é realmente, inegavelmente muito gostoso. Acho até chato ficar fazendo apologia a uma só pessoa, meio fanatismo, idolatria… mas como diz a minha mãe: O que é da pessoa, a gente tem que dar. Alto, a pele bem pretinha, o sorriso, um teclado de piano. Atrás do bar, charmoso pra caraaaaaaaaaaalho, o dono do pedaço.

Eu tomei fôlego e também cheguei toda cheia de mim. E depilada, é claro… Poderosa, de rosa, fiz com que casualmente ele acenasse para mim do lado de fora e me convidasse para entrar. Entre, sentei. Ele serviu o meu vinho. Tomei. Começamos: “E aí, como tem passado?; Como foi o ano novo?; Blá, blá, blá”. Algumas taças de vinho depois, quando ele já tinha dado a entender que não ia poder me comer naquela noite, eu finalmente perguntei: Por que você nunca mais me ligou??? É claro que, mimada que eu sou, sem saber perder, já estava apelando. Foi quando ele respondeu: Because I’m a fucking asshole (um puta de um cuzão! Palavras dele…)!

Pois bem… Não contente, eu meti os pés pelas mãos mais umas três vezes na mesma conversa. Eu disse a ele que se eu tivesse feito alguma coisa errada, queria pedir desculpas. Ele disse: Escuta, Carolina, não se desculpe. Você não fez nada errado, não tem nada do que se desculpar. Da mesma maneira que ele disse que me ligaria no dia seguinte para explicar tudo e nunca ligou… E nem vai ligar…

No final, o caso continuou sem solução… Mas a minha intuição me diz que o negão tinha sido legal pra caralho me dando o fora, porque ele sabia que eu não ia aguentar. Da mesma forma, ele sabia que eu já estava me apaixonando – paixão de pica, que quando bate fica, mas ainda paixão -, então preferiu me dar os perdidos. O cara não tá com a mínima vontade de ser namorado… Eu preferi pensar assim… Me senti melhor…

Mas vocês ainda não sabem das quentinhas… Dos meus brinquedinhos novos: um homem e uma máquina. Tudo de bom! É que eu ando muito ocupada, mas estou morrendo de saudades e prometo em breve escrever!

Beijos em todos os que dispensam seu tempo lendo minhas “carolices”.
Carolfred.

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    ju / 14 abr

    Oi Linda!!!finalmente entrei!!!!!
    Eu adoro suas Carolices!!!
    Beijos

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