Eterna busca

fPor Carol Frederico

Desde que me mudei para os Estados Unidos, isso não pára de martelar na minha cabeça: com tantas possibilidades no mundo, por que tem que ser um? E por que a gente está sempre procurando??? Por quem a gente está sempre procurando? Por que com certas pessoas o sexo é totalmente insignificante e com uma ou duas outras (no máximo, em toda vida) é sempre tão especial? Daqueles que não precisa falar nada, só começar, que os dois já sabem que vai fluir naturalmente e vai dar tudo certo no final. Parceria.

Será que funciona mais ou menos como aquele lance do modelo chave-fechadura, que a gente aprende nas aulas de biologia? Para mim, querendo ou não, tuda bucetinha está à procura do seu pau perfeito. Não adianta negar. E a gente passa por cada uma até encontrar… E nunca encontra… E às vezes você encontra, mas não está com ele, mesmo querendo muito estar. Coisas da vida…

Quando eu conheço um gatinho novo, eu sempre penso que pode ser ele, “um novo amor que pode a saudade apagar”, que dessa vez pode dar certo, mas sempre dá tudo errado. Eu faço tudo errado. Acho que é auto-boicote, todo mundo tem muito disso… Eu tenho muito.

Bom, eu não tenho respostas para as perguntas acima, apenas algumas teorias na minha mente demente. Mas sinto que as pessoas estão cada vez mais sozinhas, todo mundo, casados, solteiros, enamorados, encalhados… Tá todo mundo com saudades que um alguém que não se sabe quem é.

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