Aconteceu de novo…

Por Carol Frederico

Quando eu abri o telefone e comecei a ler aquela mensagem, o meu coração parou de bater. Aconteceu de novo…

Mais uma vez a realidade dava um soco na minha cara que me atirava longe. E eu mesma, fora do meu corpo, contemplava tudo aquilo que estava acontecendo comigo. Mais uma vez…

Dessa vez eu tava achando que tava fazendo tudo certo. Contrariando todos os meus princípios, eu não dei! Foi difícil. Usei toda a concentração necessária para executar essa façanha. Aquela concentração que eu só tenho em três momentos específicos da minha vida: ouvindo música, dançando e gozando…

Eu tava na minha… Mas como diz o filme (todas as pessoas dessa galáxia deveriam assistir a esse filme, “Team America”, uma das mais engraçadas críticas aos EUA de todos os tempos), existem três tipos de pessoas: dicks (os picas), pussys (as bucetas), and assholes (e os cuzões). Eu era a pussy que tinha encontrado um asshole.

Em primeiro lugar, deixem-me ressaltar que eu sou uma pussy apenas por falta de opção. E a verdade é que não é muito difícil as bucetas encontrarem cuzões, porque nós vivemos muito perto deles. Do ladinho, aliás… O que nós queremos, na verdade, é encontrar os picas, apesar de muitas vezes eles só pensarem em foder a gente o tempo todo e nada mais. Mas pelo menos eles comprem a proposta à qual se propuseram. No entanto, os picas também fodem os cuzões, que realmente merecem se foder, porque eles espalham merda por todo canto. Essa é a teoria do filme.

Enfim, tudo isso pra dizer que eu estou realmente cansada. Das mentiras, dos perdidos, das palhaçadas. O mundo está repleto de assholes. E eles estão cada vez mais fracos, mentirosos, estúpidos e ignorantes. E a gente cada vez mais amarga… Porque tem uma hora que você descobre que não tem uma regra, não importa o que você faça, como você faça, vai dar errado.

Eu sei que vão argumentar: “isso é ansiedade. Tem que esperar!”. Tipo naquele filme, “A Casa do Lago” (outra metáfora bacana…). É tudo uma questão de timing, de tempo entre duas pessoas. Eu acho que eu sou uma descompassada.

E agora tô aqui, pensando se devia ou não ter dado… Pelo menos, se tivesse, teria me divertido um pouco e estaria menos estressada… Ou não… Vai saber!

Eu não vou falar -pelo menos não agora- o que estava escrito na mensagem. Muito tosco. Só sei que foi mais uma decepção. Junto, claro, aprendi mais uma lição. E o meu coração??? Ah, vai resistindo, bravamente, despedaçado, desolado, quase descrente.

Dou Mesmo Autor

Comentários

    Kino

    (20 de agosto de 2007 - 16:50)

    Na verdade estas coisas sempre acontecem. Afinal de contas a gente só percebe que está com a pessoa certa depois de se foder inúmeras vezes com pessoas erradas que achávamos que eram certas.

    Dar ou não dar é meramente uma questão de vontade! O problema é que tem pessoas que só querem comer e vazar – epidemia surgida de nossa tão avançada sociedade do Fast Food. Por isso existem mulheres que fazem o jogo da sedução. Pulam primeiro de uma distância mais baixa pra não quebrarem a cara ao pular da cobertura e o pára-quedas não abrir. O medo e amargura indo contra nós mesmos.

    A teoria dos picas-cuzões-bucetas é sensasional. Eu adicionaria as ‘bocas’. Afinal de contas elas também estão presentes no sexo. As bocas são cuzões às avessas (também pudera!) e ao invés de saírem fazendo merda por aí, ficam só no verbo. No melhor estilo de Ângela (a bucetuda comedora mirim) em Beleza Americana – faladora pra caralho, mas totalmente virgem.

    Acredito que todos nós temos estes aspectos, em maior ou menor intensidade.

    (In)felizmente o jogo da sedução esta aí, muitos homens gostam, sentem que (uau!) conquistaram a mulher! Mas muitas vezes elas é que decidem para quem vão dar ou não. (Não se esqueçam do estupro! Sim, estupre mas não mate! A única ocasião em que a mulher realmente não decide).

    A verdade é que a sociedade machista era ruim para todos nós. E ainda é. Nos exige determinados tipos de cerimoniais e cortejos que todos nós já queremos mandar à merda.
    Choramos sim! Broxamos sim! (e temos direito a isso! As mulheres sabem ser broxantes! Não somos máquinas!)

    Neste sentido, eu sou um péssimo exemplo. Adoro ser cortejado pelas mulheres. Não há nada mais sexy do que ser abordado por elas. Fico duro na hora… Mais que o homem, a mulher sabe seduzir sem se vulgarizar. Nós é que passamos do limite.

    Mas acho que este tipo de coisa é, em alguns momentos, saudável. Temos sim que conviver um pouco com os outros antes de sair dando ou comendo sem nem saber o nome da baranga ou do banana.

    Me pergunto: qual foi a lição aprendida? Que os assholes estão dominando o mundo? (Que o diga Bush e Lula!)

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